Sexo frágil, Sufrágio


As mulheres vêm há séculos derrubando tabus e ultrapassando barreiras, mostrando que sexo frágil só é comprovado em lendas e que a força feminina existe, é notória e digna de respeito. No entanto, ainda há quem afirme o contrário e tentam comprovar, de maneira insistente, que as mulheres são minoria em todos os sentidos, que o nosso lugar é no fogão e que casa, comida e roupa lavada só sob as seguintes condições: Casa pra limpar, roupa pra lavar e comida pra fazer. Cabe discutirmos, com base nos argumentos seguintes, se tal afirmação apresenta coerência.

Antes da Segunda Guerra Mundial, foram feitos estudos "comprovando" que a mulher ficava fraca durante o seu período menstrual e que por isso não era conveniente que a mesma trabalhasse, porém, com o surgimento da Segunda Guerra, em 1938, foram feitos novos estudos, desta vez afirmando que as mulheres podiam sim trabalhar e que o período menstrual não alterava seu desempenho no trabalho e que tão pouco lhe tirava a atenção de suas tarefas. Logo, as mulheres tiveram que trabalhar nas vagas convenientes à população e também a mais requisitada por todos, que era cuidar dos feridos da Guerra.

Se fizermos uma observação mais aprofundada deste episódio histórico, veremos que, mais uma vez, os homens usaram de subsídio a nossa maior vontade para fazer com que nós os ajudássemos. Reparando a observação, percebemos o que era óbvio e podemos prever, mesmo sem conhecimento deste, o que de fato aconteceu que foi; após a Segunda Guerra Mundial voltaram as antigas teses afirmando que a fragilidade da mulher, durante o período menstrual, não ajudava no crescimento e nem no desenvolvimento do país através do trabalho. Podemos perceber que era mais conveniente para os homens, que ficássemos em casa e que trabalhar... só se for cuidando deles.

O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação.

Feministas e acadêmicos dividiram a história do movimento em três "ondas". A primeira onda se refere principalmente ao sufrágio feminino, movimentos do século XIX e início do XX preocupados principalmente com o direito da mulher ao voto. A segunda onda se refere às ideias e ações associadas com os movimentos de liberação feminina iniciados na década de 1960, que lutavam pela igualdade legal e social para as mulheres. A terceira onda seria uma continuação - e, segundo alguns autores, uma reação às suas falhas - da segunda onda, iniciada na década de 1990.

A cada dia que passa as mulheres vêm conquistando o seu merecido espaço sociedade, antes encontravam dificuldades de trabalhar e hoje recebem mais que seus maridos, sempre acusadas de ter uma força muito inferior a dos homens, porém, bastou um programa de TV para as pessoas começarem a notar que a resistência das mulheres é muito maior, pois, trabalhamos, cuidamos dos filhos, dos nossos relacionamentos conjugais e sociais e da beleza enquanto o sexo masculino apenas trabalha e malha.

Com base nos argumentos em tese podemos concluir que o sexo frágil existe somente na cabeça, atrasada, de muitos homens e algumas mulheres. A realidade do século em que vivemos comprova que esses fatos históricos do passado, tendem a interferir na maneira em que pensamos hoje. Por isso, devemos sempre olhar para a realidade e dar mais atenção àquilo que está a nossa volta.

O sexo frágil não existe, ele ,simplesmente , foi criado para que pensemos que sim, para que nós aceitemos ocupar um lugar na sociedade que é menor do que aquele, que nós por direito, merecemos.



Autora: Talita Colombo

Fonte de pesquisa: Movimento sufragista feminino